O que vem primeiro: preciso emagrecer para melhorar a minha autoestima ou minha autoestima só vai melhorar se eu emagrecer?
As pessoas atribuem à baixa autoestima estarem com excesso de peso, porém estar acima do peso e a má relação com a comida é uma das consequências da baixa autoestima.
Nosso subconsciente trabalha com informações que nós lhe damos, desde que nascemos, e nele ficam armazenados conceitos (verdadeiros ou não) que determinam nossas atitudes e comportamentos durante toda a vida. É como um arquivo que guarda dados, tanto aqueles colocados ali por pessoas que nos impuseram como reais, quanto outros que nós criamos e tomamos como verdades.Muitas situações que acontecem na infância ficam “arquivadas” em nosso subconsciente e transformam-se em crenças que movem nossa conduta, mas que nem sempre correspondem à realidade.
Por exemplo: há pais que, ao menor sinal de desconforto da criança, oferecem comida, mas, muitas vezes, não ficam atentos para saber se a causa desse desconforto é realmente fome ou se é outra coisa. A criança passa então a associar o desconforto à comida e, quando cresce, toda vez que tem algum problema, procura o que comer para se aliviar.
Há também aquelas crianças que são educadas em ambiente muito rígido, seja por parte da família, da escola, etc, e que se convencem que “não são adequadas” porque cresceram ouvindo isso, formando um conceito negativo sobre si mesmas.
Assim, tudo o que ouvimos falar a nosso respeito, a vida inteira, transformou-se em realidade e nos mantém presos, criando limites e resistências difíceis de quebrar.
A questão do excesso de peso, via de regra, é um problema cuja raiz também reside na infância. É o resultado de pensamentos e palavras que, de tanto serem verbalizados, acabaram se tornando realidade.
Em última instância, a obesidade representa uma forma de nos protegermos do mundo e de nos adaptarmos a ele.
A partir do momento que compreendemos esse mecanismo, podemos começar a criar uma autoimagem diferente daquela que estamos acostumados. E mais, ter pensamentos e ideias mais positivas a nosso respeito. Assim, podemos fortalecer nossa autoestima e nos sentir mais capazes de dizer sim ou não, de acordo com uma vontade própria, ao invés de ficarmos nos escondendo com atitudes, onde a gordura é a “proteção”.
COMO FAZER ISSO?
É preciso começar por uma “mudança de pensamentos”, ou seja, fazer com que o cérebro trabalhe a seu favor e não contra você. Mude seu autoconceito e forme uma autoimagem mais positiva, mais adequada. Comece “enxugando” a máquina mental através da eliminação das “gordurinhas” que são os pensamentos e conceitos negativos que você tem de si próprio(a). Faça uma ideia de si mesmo(a) como uma pessoa magra. E saiba que as pessoas magras também têm problemas e conflitos e isso faz parte da vida. O que muda é a forma de encarar esses conflitos e de lidar com eles.
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